Doenças

Esporotricose tem cura? Entenda tudo sobre esta doença dos gatos!

21 de agosto de 2017
esporotricose

Esporotricose. Muita gente tem arrepios só de ouvir o nome dessa doença, afinal a imagem de gatos acometidos pela enfermidade é realmente assustadora.

Antes de tudo, é preciso entender o que é a esporotricose. Trata-se de uma zoonose transmitida por fungo, ou seja, a transmissão se dá dos animais para as pessoas, outra razão do medo que ela desperta.


| Gatos não são culpados| 

Os pobres gatos pagaram o pato como grandes transmissores da doença. Na verdade, os felinos não são os únicos transmissores, pelo contrário, qualquer animal pode ser contaminado. Antigamente, a esporotricose era chamada de doença do jardineiro, pois o fungo é comumente encontrado na natureza e muitos jardineiros se contaminavam ao manusear terra e plantas sem luva.

Infelizmente, alguns surtos de esporotricose nos últimos anos, as quais de fato atingiram grande número de gatos, fizeram com que ela ficasse erroneamente conhecida como “doença do gato”.

| Como acontece a transmissão da Esporotricose? | 

O nome científico do fungo transmissor da esporotricose é Exporotrix e a presença de pequenos machucados facilita a contaminação, mas se um animal doente morde ou arranha outro animal ou uma pessoa, o fungo também é inoculado.

| Consequências |

No caso dos gatos, a esporotricose causa feridas arredondadas que vão se expandindo. Geralmente essas feridas se desenvolvem nas extremidades, como nariz, patas, rabos e orelhas.

Por isso, fique atento. Se o seu gato tem hábito de dar aquelas voltinhas e uma ferida aparece e não sara, há grandes chances de ser esporotricose.



| Tratamento |

Diante do menor indício de que aquela feridinha é estranha, leve seu gato ao veterinário. Só assim o diagnóstico pode ser adequadamente realizado. Existem outras doenças que se assemelham à esporotricose, então não aceite nenhum tratamento antes que exames e testes sejam feitos no seu animal. Isso é importante: há muita ignorância sobre a esporotricose mesmo entre veterinários, então não aceite diagnósticos dados no “olhômetro”.

Pensando nisso, também fuja de veterinários que digam que não há tratamento eficiente para a doença. É isso mesmo: ESPOROTRICOSE TEM CURA. Não se assuste e não aceite diagnósticos fatalistas. É claro que quanto mais cedo seu gato for tratado, melhor será.

O fato de ter cura não significa que é fácil. Os remédios são fortíssimos, o tratamento é feito em longo prazo e é caro. Além disso, assim como remédios fortes atacam o fígado e o rim das pessoas, o mesmo ocorre com os gatos (e qualquer outro animal). Tais efeitos colaterais podem fazer seu animal sofrer um pouco durante o tratamento e até mesmo ficar internado.

Dependendo de como o fígado e o rim reagirem, será preciso agregar medicação para atenuar os novos problemas e oferecer ao gato rações especiais, as quais também compensarão os efeitos dos remédios.

E não acabou por aí. A esporotricose é transmissível, então seu gato deverá ficar isolado e você precisará de proteção para lidar com ele. Em razão de tudo isso, a limpeza do local em que o bichinho fica também é fundamental.



| A solução rápida e barata |

O tratamento para esporotricose dura no mínimo seis meses. Seis meses de muita dedicação e gastos com veterinários, exames e medicação. Difícil, né?

Sorte a nossa que tem uma solução secreta que evita o problema: telas na casa. Acredite, seu gato não precisa sair, não há nada de bom pra ele na rua.

esporotricose

Muita gente diz que é próprio da natureza do gato dar algumas voltinhas, mas não compre essa ideia. O gato é seu e ele é sua responsabilidade. Se a rua só oferece perigos para ele, é sua obrigação poupá-lo dos possíveis sofrimentos.

Cada passeio do seu gato representa riscos enormes. Ele pode brigar, ser atropelado, ser alvo das muitas pessoas ruins que existem por aí, enfim, nada de bom surgirá nessa lista.

Proteja portas e janelas e não se esqueça: esporotricose tem cura e o gato é uma vítima, não o culpado.


Leia também: Entenda por quê seu gato deve ficar dentro de casa!


Se você gostou deste artigo, compartilhe por meio dos links abaixo!


Fonte:

Artigo Anterior
Próximo Artigo
Compartilhe nas redes sociais!

Você também pode gostar

Nenhum Comentário

Deixe um Comentário