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Doação de sangue animal: você sabia que seu pet pode salvar vidas?

25 de agosto de 2017
doação der sangue animal

Você sabia que, assim como os seres humanos, os animais também podem doar sangue? Sim, essa prática ajuda os cães e gatos vítimas de intoxicações, atropelamentos, câncer e outras doenças como as que são provocadas pelos carrapatos. O problema é que esse tipo de doação ainda não se tornou uma prática entre os donos dos animais, o que significa nem sempre ter sangue disponível quando um bicho precisa. O benefício não é apenas para o animalzinho que recebe o sangue, mas o doador ao fazer a doação de sangue, além de salvar vidas também cuida da própria saúde, uma vez que antes de retirar o sangue, ele passa por uma série de exames para constatar se está apto a fazer a doação. Confira tudo o que você precisa saber sobre a doação de sangue animal e veja se seu pet também pode salvar outras vidas!


| Por quê as pessoas têm receio de incentivar a doação de sangue animal? |

A doação de sangue animal é uma prática que vem se tornando cada vez mais conhecida, mas ainda precisa ser muito difundida para tirar as dúvidas dos vários donos de peludos no mundo, e para convencê-las a ajudar. Infelizmente, com relação aos cães, há muitos fatores que diminuem o número de doadores. Podemos destacar, por exemplo, a falta de conhecimento dos humanos com relação ao processo anterior e posterior da doação.

Alguns mitos fazem com que os tutores tenham medo de realizar esses procedimentos em seus cães e gatos. Por exemplo, alguns donos acham que o sangue retirado vai fazer falta ao animal, o que está errado. Os cães demoram cerca de 21 dias para repor a quantidade de líquido retirado, e as doações só podem ser repetidas a cada dois meses. Além disso, muitos donos acham que a quantidade retirada pode fazer algum mal ao pet doador. Outro mito. Apenas são retirados cerca de 16 ml de sangue por quilo do animal e, na verdade, os veterinários responsáveis nunca tiram tudo que o animal pode doar. Por isso, é imprescindível procurar uma clínica responsável e conceituada para fazer esse serviço.

doação de sangue animal

Fonte: http://vidapetnews.com.br

Existe um banco de sangue para os cães e ele se torna bastante importante porque é muito difícil encontrar doadores compatíveis. Isso ocorre devido à grande variedade de tipos sanguíneos dos caninos – nos seres humanos existem quatro tipos de sangue, nos cães esse número chega a 13. Isso significa dizer, que quanto maior a variedade de tipos sanguíneos, mais difícil é encontrar um doador compatível. O mesmo, no entanto, não acontece com os gatos porque eles têm apenas três tipos.

O procedimento mais comum para saber a compatibilidade dos tipos sanguíneos é a reação cruzada, na qual o sangue dos animais envolvidos é colhido e misturado para ver se há reação. Não costuma ocorrer problema na primeira vez, mas cães com problemas crônicos que precisam passar pelo procedimento mais de uma vez, podem ter rejeição a partir da segunda vez.

E antes que muitos se perguntem: “Se isso é tão importante, porque não pegam os cachorros de rua para doarem sangue?”.

Primeiro, porque a probabilidade de eles terem alguma doença é muito maior. Segundo, porque a legislação proíbe que animais sejam mantidos apenas para serem doadores — por conta disso, os Centros de Zoonoses não devem disponibilizar os cães apreendidos para doação. A doação de sangue animal tem que ser voluntária, assim como nos humanos.

| Requisitos para doação de sangue animal – cães |

Assim como nós humanos, é necessário que os doadores caninos preencham alguns requisitos antes da doação. Eles precisam estar com a saúde em dia, e por isso, passam por uma bateria de exames.

Além disso, o cão que for se submeter à doação precisa ter algumas características, são elas:

  • Saudável;
  • Temperamento Dócil;
  • Peso superior a 30 kg (alguns médicos veterinários recomendam 25 kg, outros 27 kg);
  • Idade entre 1 e 8 anos (alguns médicos veterinários vão dizer entre 2 e 7 anos);
  • Sem doenças infecciosas;
  • Vacinado e desparasitado;
  • Não tomar qualquer medicação além dos desparasitantes;
  • Sem histórico de doença grave;
  • Não apresentar sopro cardíaco;
  • Não ter recebido transfusão de sangue;
  • Não ser obeso;
  • No caso da fêmea, não pode estar prenha;
  • Não pode estar no cio;
  • Não tenha tido carrapatos recentemente e ser negativo para hemoparasitoses (doença do carrapato).

| Quais são as vantagens de ter um cão doador? |

 Há muitas vantagens em ter um cachorro doador de sangue. Seu bichinho, além de salvar vidas, também receberá um check up periódico de cortesia, incluindo os seguintes exames:

♦ Hemograma completo: Detecção de anemias e infecções assintomáticas.
♦ Função renal: Ureia e creatinina para verificar o funcionamento dos rins.
Leshmaniose (IFI): Doença infecciosa transmitida por mosquito (gênero Lutzomyia). O cão assintomático pode transmitir a doença para outros animais.
♦ Dirofilariose: Verme que se instala no coração do cão, causando doença grave.
♦ Ehrlichia canis: Doença transmitida pelo carrapato em que o cão pode permanecer sem sintomas por até 5 anos.
♦ Lyme: Doença transmitida pelo carrapato caracterizada por inflamações das articulações e febre.
♦Brucelose: Enfermidade transmitida principalmente pelo acasalamento. O cachorro pode ser assintomático ou apresentar abortos, febre e inflamações dos testículos e discos da coluna vertebral.



| Requisitos para doação de sangue animal – gatos |

 Os critérios para ser um gato doador são praticamente os mesmos do que os requisitos dos cães, com algumas particularidades:

  • Saudável;
  • Temperamento Dócil;
  • Peso superior a 3,5 kg (alguns médicos veterinários recomendam 4kg, outros 5kg);
  • Idade entre 1 e 8 anos (alguns médicos veterinários vão dizer entre 2 e 7 anos);
  • Ter criação totalmente indoor (gatos sem acesso à rua);
  • Apenas alimentado com dieta comercial (ração);
  • Sem doenças infecciosas;
  • Vacinado e desparasitado;
  • Não tomar qualquer medicação além dos desparasitantes;
  • Sem histórico de doença grave;
  • Não apresentar sopro cardíaco;
  • Não ter recebido transfusão de sangue;
  • Não ser obeso;
  • No caso da fêmea, não pode estar prenha;
  • Não pode estar no cio;
  • Não pode ser FIV ou FeLV positivo.

 | Quais as vantagens de ter um gato doador? |

Um gatinho doador tem muitos benefícios, assim como os cães, pois também ganham um exame físico completo, “Check up” periódico incluindo os seguintes exames:

♦  Hemograma completo: Detecção de anemias e infecções assintomáticas.
♦  Função renal: Uréia e creatinina para verificar o funcionamento dos rins.
Sorologia para FIV (imunodeficiência viral felina): Doença viral altamente contagiosa que pode desencadear tumores e baixa imunidade.
♦  Sorologia para FELV (Leucemia viral felina): Doença viral altamente contagiosa que pode levar a desenvolver tumores e baixa imunidade.
♦  PCR Micoplasmose: Doença que pode levar à anemia intensa.
♦  Tipagem sanguínea: Avalia o tipo sanguíneo.


Leia também: Por quê devo manter meu gato dentro de casa?


 | Como é o procedimento de doação de sangue animal? |

doação de sangue animal

Fonte: http://www.6patas.com.br

Muitos humanos têm pavor de sangue ou de agulha, por isso não conseguem doar sangue sem passar mal, mesmo que queiram muito. Isso é compreensível, mas com os animais é diferente! Eles não têm consciência do que está acontecendo, portanto, se tudo for realizado do jeito certo e em uma clínica confiável, não há motivo para eles terem medo posteriormente ou sentirem dor! A doação de sangue animal é totalmente indolor!

Antes de cada doação, o histórico do animal doador deve ser averiguado, portanto ele deve ser submetido a um exame físico e a testes de controle laboratoriais. Alguns requisitos devem ser cumpridos, como por exemplo: o peludo não deve estar sob qualquer tratamento, não deve ter histórico de doença grave, contato com carrapatos ou outros hospedeiros / vetores de doenças, não deve ter recebido transfusão sanguínea e, no caso de fêmeas, não deve estar prenha. Você poderá checar todos os requisitos para cães e gatos doares de sangue no decorrer deste artigo.

 O procedimento de doação de sangue envolve, resumidamente, os seguintes passos:

1) O animal deve estar em jejum de 4h quando for realizar a colheita.

2) Assim como em humanos, o procedimento começa com a retirada de uma pequena amostra do sangue do cachorro para garantir que ele pode ser doador.

3) A amostra é extraída da veia cefálica, na perna, ou da jugular – de onde será, posteriormente, retirado o sangue a ser doado.

4) Costuma-se cortar o pelo do cão na área, caso seja difícil visualizar a veia do animal.

5) Depois da análise da amostra, se estiver tudo ok, os cães costumam ser colocados em uma mesa cirúrgica, preferencialmente de lado. Os gatos ficam deitados.

6) Quando eles se acalmam e ficam confortáveis, o veterinário insere a agulha na jugular e retira a quantidade máxima de sangue permitida para cada animal durante cinco ou dez minutos.

OBS: Em cães e gatos, 15 a 20% do volume sanguíneo pode ser doado, ou seja, o máximo a ser doado é 16 mL de sangue/ kg (média de 400mL) para cães e 11 a 13 mL de sangue/ kg (média de 40 mL) para gatos.

7) Durante a doação, o bem-estar do animal deve ser constantemente monitorado (coloração das mucosas, pulso, frequência respiratória). O comportamento também é um importante indicador de potenciais problemas que possam ocorrer durante o procedimento. Se eles ficarem agitados é porque algo não está correto. A hipotensão é um problema frequentemente observado em gatos, portanto deve-se ter mais cuidado durante a colheita de sangue nesta espécie.

8) A bolsa de sangue deve ser frequentemente e cuidadosamente homogeneizada durante a doação para evitar a formação de coágulos e possibilitar a continuidade do procedimento.

IMPORTANTE: Se houver qualquer sinal de estresse do animal, a doação deve ser interrompida.

9) Em alguns lugares, no fim do procedimento, o cão ou gato recebe um brinquedo, água e petiscos – além de uma bandana que atesta que ele é um doador ( que fofura!).

| Cuidados após a doação de sangue|

doação de sangue animal

Apesar de ser indolor a doação de sangue animal, o bichinho precisa receber alguns cuidados para que fique bem. Não há nenhum tipo de risco em doar sangue. O único efeito colateral que pode acontecer é bastante superficial e não dura mais do que 1 dia. O animal pode sentir um pouco de fraqueza e ficar meio quietinho nas primeiras 24h. Durante o processo de retirada do sangue, o animal é acompanhado e observado e, caso haja algum mal-estar, a doação é interrompida, mas isso é muito raro.

Devido à retirada de sangue, o pet pode ficar mais molinho ou um pouco fraco. Isso é perfeitamente normal e passa bem rápido, mas não é comum. Certifique-se que seu pet esteja tomando bastante água, e se alimentando bem. Evite exercícios físicos com ele nos primeiros dias, pois ele pode ficar muito cansado, então nada de jogar a bolinha para o seu cachorro buscar.

Se o seu animal apresentar desânimo, ficar enjoadinho ou aparentar fraqueza, basta que ele descanse e se alimente normalmente. Não se esqueça de lhe oferecer a sua total atenção! Qualquer alteração de comportamento além do mencionado acima, leve seu peludo ao veterinário e explique a situação para ele.


Leia também: Os cuidados básicos com seu animal de estimação!


| Onde levo meu pet para doar sangue? |

 Não é porque a doação de sangue vem com um check up que dá para sair oferecendo a veia do seu cachorro ou gato por aí. É preciso procurar um hospital ou laboratório de confiança. Se for levar o animal para doar, é bom conhecer o local e o veterinário responsável pelo local com antecedência. Um animal não adoece por fazer a doação, a menos que o procedimento seja feito de forma incorreta.

Atualmente, mais lugares estão realizando a coleta de sangue animal. Os lugares mais comuns são os hospitais veterinários, laboratórios de análises clínicas veterinárias e hemocentros veterinários. Algumas faculdades de veterinária também realizam a coleta em associação com algum hospital da região ou laboratório de análises clínicas, porém não é algo tão comum ainda.

| Curiosidades sobre a doação de sangue animal |

 Em um procedimento de doação de sangue animal, a coleta é realizada em bolsas de sangue contendo uma solução anticoagulante CPDA1. Esse produto é chamado de sangue total refrigerado e tem validade de até 35 dias, se armazenado de 1 a 8ºC.

O sangue também pode ser centrifugado e processado logo após a coleta e gerar até 3 hemocomponentes distintos: o concentrado de hemácias, que também tem validade de até 35 dias; o concentrado de plaquetas, que tem validade de até 5 dias; e o plasma fresco congelado, que, quando armazenado a -18ºC, é válido por até 1 ano.

Por isso a importância em realizar doações periódicas. O sangue tem uma validade pequena e os animais que precisam de doação, por vezes, vem a falecer por falta de doadores.

Algumas pessoas ficam receosas sobre doar sangue do seu peludinho, mas não se preocupe, seu animal não sofrerá nenhum efeito colateral pela doação. Como foi explicado, ele pode ficar um pouco fraco, mas nada que um bom descanso não resolva!

Uma única bolsa de sangue canino pode salvar a vida de até 3 cachorros! Pense nisso!

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Fonte: http://animais.culturamix.com

 


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