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Como superar a morte de um pet? 9 Pensamentos que você deve evitar!

13 de setembro de 2016

Você cuida, dá amor, compartilha vários momentos bons com um animal de estimação por anos, e infelizmente, seja por qualquer razão infelizmente ele parte. O sentimento de dor, tristeza e até desespero inunda o seu coração. O quê fazer? Como superar a morte do seu amigo de quatro patas?

Eu passei por isso 2 vezes. Com a Shunly e com a Suri. E quero ajudá-los a passar por essa fase tão difícil, comentando algumas frases que insistimos em pensar e falar em um momento triste como esse.


| EXPLICANDO O MEU CENÁRIO AO ESCREVER ESTE ARTIGO |

Como eu disse, passei por essa dor imensa por duas vezes. A Shunly morou comigo por 18 anos e faleceu há dois (2014). Tive a oportunidade de cuidar da Suri por 5 anos, e a morte dela é mais recente: apenas dois meses e meio (jun/2016). Os motivos foram completamente diferentes, uma foi por acidente (atropelamento), e a outra por doença. Mas nenhum dos dois foi mais “fácil” de superar que o outro. Se você quiser conhecê-las, visite a página “Sobredo site.


Em um momento de desespero e tristeza você pode pensar que não há como superar a morte do seu amigo, e alguns pensamentos passam por nossas cabeças, sendo que, na maioria das vezes, eles só pioram o que estamos sentindo. Conheça alguns deles:

#1. | “A culpa é minha! Eu devia ter feito mais.”|

como superar a morte de um pet

Independente do motivo da morte do seu bichinho, culpar-se agora não vai trazê-lo de volta, e muito menos diminuir sua dor.

Pelo contrário, você vai se sentir pior ainda. Ao invés de tentar achar um culpado, tente entender o que poderia ter sido feito para evitar a morte dele, se é que havia algo a ser feito.

Use isso como um aprendizado, para que você não erre novamente no futuro com os animais que você tem agora, ou  que ainda virão.

Meu exemplo:

A Suri faleceu por motivo de doença, e ela era assintomática, ou seja, não apresentava sintoma algum, e eu não sabia que ela tinha um problema no coração, por isso não procurei tratamento e ela acabou falecendo. É CLARO que eu me culpei na hora, pois eu DEVIA ter desconfiado. Mas como? Eu disse que ela não tinha sintoma nenhum! Então não tinha como eu saber, portanto, não tinha o que ser feito.

Mas agora eu e minha família conhecemos a existência dessa doença. Chama-se cardiomiopatia hipertrófica (engrossamento do músculo do coração – miocárdio, fazendo com que seja mais difícil para o coração bombear o sangue). E essa doença, embora não haja cura, pode ser detectada através de um exame de ecocardiograma (tipo um ultrassom do coração). O Raj, outro gatinho lá de casa, passou por esse exame como forma de diagnóstico preventivo, e graças a Deus, não foi detectada nenhuma alteração no coraçãozinho dele.

#2. | “Se eu não tivesse adotado/comprado ele, isso não teria acontecido e ele ainda estaria vivo.” |

Se você já pensou isso, simplesmente PARA! Não há motivo, razão, circunstância e muito menos LÓGICA neste raciocínio.

Obviamente, se o seu pet não tivesse ido morar com você, pode ser que o final dele tivesse sido diferente, mas já pensou se fosse para pior? Você realmente acha que um animalzinho teria sido mais feliz em um pet shop, um abrigo ou na rua, sem receber carinho, sem uma caminha para dormir, sem comer ração a hora que ele quisesse? Repare a falta de sentido nisto, e nunca mais deixe esse pensamento invadir sua cabeça. Seu pet com certeza escolheria você, tudo de novo, se fosse possível. Ele com certeza foi muito feliz e bem cuidado, teve uma vida digna que você proporcionou, e isso é o que importa agora.

Meu exemplo:

Não, felizmente eu não pensei isso quando perdi minhas gatinhas, mas conheço pessoas que já falaram isso no momento de desespero.

#3. | “Não consigo olhar para o meu outro pet sem lembrar do que faleceu.” |

como superar a morte de um pet

É normal você lembrar do seu outro gato ou cachorro quando cuidar do bichinho que está vivo. Mas, por mais que você sofra com isso, é quando você deve aumentar mais ainda a atenção ao outro pet.

Você já imaginou que ele também possa estar sofrendo? Embora não entenda exatamente o que aconteceu, ele sente falta do seu parceiro.

Se você parar de dar atenção a ele, tanto a tristeza dele quanto a sua apenas aumentarão. Ele não tem culpa do que aconteceu e não merece ser isolado por causa disso.

Tenha certeza que te fará muito bem se você se aproximar ainda mais do seu outro animalzinho.

Meu exemplo:

Quando a Suri faleceu, eu já tinha adotado a Jolie para morar comigo. Embora elas não fossem amigas, toda vez que eu olhava pra Jolie, a imagem da Suri vinha na minha cabeça. E eu chorava tudo de novo. No primeiro dia eu não podia vê-la na minha frente, pois acreditava que doía ainda mais. Mas ela insistia em ficar ao meu lado. Então eu me aproximei mais dela novamente, e o sentimento de desespero foi dando lugar à compreensão do que havia acontecido. A presença da Jolie me confortava, e isso ajudou muito durante a minha fase de luto pela Surinha.

#4. |“Não posso ficar de luto pelo meu pet pois as pessoas acham isso um exagero.” |

como superar a morte de um pet

Não deixe que as outras pessoas controlem o que você deve sentir. Quem perdeu o bichinho foi VOCÊ! Quem sabe o amor que você tinha por ele, é VOCÊ! E quem precisa desabafar e chorar, e ficar de luto o tempo que for preciso pela morte dele é VOCÊ!

Chore, organize um funeral, faça homenagens nas redes sociais, faça o que quiser e o que você achar que precisa para se sentir melhor. Se afaste das pessoas negativas neste momento, e se aproxime de quem entende do seu sofrimento. O seu luto pode durar um dia, uma semana, um mês ou um ano. Só quem sabe o tempo que você precisa para superar isso, é você mesmo! Não fique com receio de julgamentos.

Meu exemplo:

Após a perda da Shu, eu tinha medo das pessoas acharem que eu estava exagerando por chorar por tanto tempo por causa de “uma gata”. Mas o que essas pessoas sabiam sobre minha vida, e sobre os 18 anos de convivência com ela? Para mim, meus pets nunca foram apenas animais de estimação. Fizeram e fazem parte da família, e eu tinha o direito de chorar. Depois de alguns dias fiz uma homenagem nas redes sociais para a Shunly, e minha surpresa foi muito boa ao ver que muitas pessoas curtiram e entenderam o que eu estava sentindo. Isso me fez ver que há outras pessoas que amam seus pets como eu amava, e que entendiam de fato o meu sofrimento, sem julgamentos. Da mesma forma, você não está sozinho. Sinta-se livre para ficar de luto pelo seu bichinho.

#5. |“Não consigo explicar a morte dele para meu filhos.” |

Muitos pais ficam angustiados pois não sabem como contar aos seus filhos que o animal de estimação morreu. Realmente não é fácil, e não há uma regra para isso. Depende muito da idade da criança, do que ela é capaz de compreender, da proximidade dela com o pet, e do motivo que o levou a falecer. Independente disso, confira abaixo o que você deve ou não fazer para facilitar este momento entre você e seus filhos.

DICAS:

como superar a morte de um pet

* Nunca minta para a criança dizendo que o cachorro ou gatinho fugiu de casa. Isso apenas aumentará a ansiedade da criança e a fará esperar eternamente pelo retorno do animal. Seja honesto com ela.

* Tome cuidado ao utilizar eufemismos como “ele foi colocado para dormir” (em casos de sacrifícios), já que há uma grande possibilidade da criança interpretar de forma literal e passar a ter medo de ir dormir.

* Algumas crianças já entendem o conceito de morte, então permita-a realizar um funeral para o pet, ou algo simbólico, como uma maneira de dizer adeus.

* Se você tiver um quintal na sua casa, convide a criança para plantar uma árvore em homenagem à vida do pet.

* Sentar com a família para falar dos momentos alegres do pet pode fazer a criança se sentir saudosa, mas também fará com que ela compreenda que todos estão passando por aquela situação de dor juntos.

* Guarde uma lembrança como uma coleira ou brinquedo que o pet particularmente gostava.

* Construa um álbum de fotografias junto da criança e, durante o processo, conversem sobre o pet e relembrem os momentos felizes.

* Algumas crianças podem não querer conversar sobre o assunto, e internalizar o sentimento, então lembre-a que você estará disponível para conversar e responder as dúvidas dela sempre que ela quiser e quando estiver pronta.

* Se a criança continuar apresentando um comportamento diferente de seu normal, com dificuldade de se abrir ou lidar com o ocorrido mesmo depois de um tempo após a morte do pet, buscar o auxílio de uma profissional que seja especializado em crianças pode ser uma boa maneira de lidar com o luto.

IMPORTANTE: Mesmo que o sentimento mais recente de saudade tenha passado, não conclua que o processo de cura de uma perda seja rápido. A criança pode continuar a fazer perguntas, falar sobre lembranças ou fazer observações sobre o assunto por dias, semanas ou até meses.

Meu exemplo:

Ainda não tenho filhos, mas tentei imaginar o que eu gostaria que meus pais tivessem feito caso minhas gatinhas tivessem falecido quando eu era criança. Em ambos os casos, eu já era jovem e tinha conhecimento exato do que estava acontecendo.

#6. | “Se eu ficar pensando no meu pet, esta dor nunca irá passar. Preciso desviar meus pensamentos.” |

Cada um tem o direito de escolher a melhor forma de lidar com o período de luto. Por isso, não posso dizer que é uma regra, apenas quero dar um conselho que funcionou comigo. Se você realmente acredita que pensar no seu pet será pior, então tente ocupar sua cabeça com outras atividades. MAS, se esse sentimento de dor não melhorar nada em algum tempo, permita-se lembrar do seu pet.

Na minha opinião, tentar esquecer do que aconteceu atrasa a recuperação do luto. Eu acredito que você deva lembrar dos bons momentos com seu pet, lembrar do quanto ele foi amado por você, das travessuras dele, de tudo. Imprima uma foto dele e coloque em algum lugar à sua vista. Faça homenagens. Converse com pessoas que também conheciam o seu animalzinho e desabafe com elas.

Muitas pessoas vão perguntar “O que aconteceu? Por que ele morreu?”. Então esteja preparado para dar uma versão resumida dos fatos, na pior das hipóteses. Você não precisa ficar relembrando essa parte triste, mas tente logo voltar a conversa para as lembranças boas.

Uma dica: Apenas divulgue para as outras pessoas não tão próximas de você (por exemplo em redes sociais), quando você estiver em condições de falar sobre o assunto. Antes disso, nos primeiros dias, algumas pessoas saberão da mesma maneira, e é inevitável que venham questionar. Se você não conseguir conversar sobre o assunto, minha sugestão é que você não tenha vergonha de falar: “Sinto muito, ainda dói muito falar sobre isso. Em outro momento eu te conto!”

Meu exemplo:

Demorei alguns dias para conseguir conversar sobre o que havia acontecido com a Suri. Sendo assim, para as pessoas que me mandavam mensagem, ou perguntavam como eu estava, eu agradecia, respondia que não estava muito bem ainda, e que em outro momento eu explicava melhor o que ela tinha, mas que ela havia falecido por motivo de doença. Todos entendiam e me deram o tempo que eu achei necessário até poder conversar de fato sobre o assunto.

#7. |“Eu nunca mais vou ter outro animal de estimação. Não aguento passar por isso de novo!” |

como superar a morte de um pet

Eu entendo completamente esse seu sentimento, embora o considere um pouco egoísta. Conheço pessoas que falaram isso e sei que na hora parecia realidade. Nos primeiros dias, semanas, meses e até anos, a dor da perda de um animal parece impossível de lidar. E quem quer sofrer tudo de novo alguns anos pra frente? Já está sendo difícil agora, então como superar a morte de outro animal novamente?

Mas tudo passa, tudo melhora. Hoje as pessoas que falaram ou pensaram isso adotaram outros pets, e a vida voltou a fazer sentido. A alegria e o bem que você fará ao novo animal e a você mesmo, é imensamente maior do que a tristeza que você sentiu e/ou poderá sentir novamente pela perda do seu bichinho no futuro.

Meu exemplo:

Várias pessoas da minha família já disseram isso ao perder seus pets, mas hoje estão com outros bichinhos, e estão super felizes com eles. A dor que inundava o coração ao pensar na perda do outro animalzinho agora dá lugar ao sentimento de saudade ao lembrar deles com carinho.

Leia também: 10 Motivos para você adotar um pet!

#8. | “Devo adotar outro pet o quanto antes para superar a minha dor.” |

Geralmente, o conselho que eu daria é NÃO FAÇA ISSO, principalmente se você tiver crianças em casa. Elas podem entender que você está querendo substituir e apagar as memórias do antigo bichinho. Elas podem acreditar que estão sendo desleais com o antigo animalzinho.

Mesmo que o pet seja para você, é importante que o período de luto tenha passado, independente do tempo que isso levar, antes de você tentar construir um relacionamento com outro pet. Se seus sentimentos ainda estiverem confusos quanto a isso, você pode se ressentir com o novo bichinho por tentar substituir o outro, sendo que na realidade o que você queria é o seu antigo pet de volta.

Tenha certeza de que você está preparado para amar seu novo animal de estimação como ele merece, pois ele não tem culpa de nada. Só então busque um novo companheiro.

Meu exemplo:

Após a morte da Shunly, eu e minha irmã queríamos outro gatinho filhote para fazer companhia para a Sushy. Mas esperamos o tempo necessário para que todos da família compreendessem que não era deslealdade com a Shu, e que faria bem para todos ter um novo companheiro na casa. Só depois de um certo período, adotamos o Zack. =^.^=

(Se quiser conhecer o Zack e a Sushy, também visite a página Sobre do site.)

#9. | “Vou adotar um animal fisicamente igualzinho ao outro.” |

como superar a morte de um pet

Quando você adota um outro pet, é aconselhável que você não escolha um idêntico ao outro, pois é mais provável que você queira fazer comparações entre ambos. Não espere que o seu novo pet seja exatamente igual ao anterior, mas permita que ele desenvolva a sua própria personalidade.

IMPORTANTE: Nunca dê ao seu novo animalzinho o mesmo nome ou apelido do pet anterior. E evite a tentação de fazer comparações do tipo: “o outro cachorrinho não fazia isso quando era pequeno, ele entendia o que eu falava, ele era mais carinhoso!”

Pode ser difícil que você se lembre que o seu amado companheiro também causou alguns problemas quando era pequenininho.

Um novo pet deve ser adotado porque você está pronto para seguir adiante e construir uma nova relação, ao invés de olhar para trás e sofrer pela sua perda. Quando você estiver pronto, escolha um animal com o qual você se identifique, e que você queira amar assim como o anterior foi amado por você, pois é isso que significa ter e cuidar de um pet.

Meu exemplo:

A Shunly era fêmea e muito semelhante a um gato siamês. Ao adotarmos o Zack, tentamos colocar um nome bem diferente, além de ele ser macho. Isso ajudou a não fazermos comparações dele com a Shu.


Dedico este artigo como um tributo às boas lembranças com a Shunly e Suri!

Suri

Shunly

Amor eterno! ♥ 

 

 

 

 


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Fontes:

  • http://portaldodog.com.br
  • http://www.pet-loss.net
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2 Comentários

  • Reply Daniel 22 de julho de 2017 at 3:30 am

    Olá, estou devastado com a morte do meu york Tobey de 14 anos faz 3 dias. Seu relato meu deu uma ajuda, porque não paro de pensar que poderia ter feito mais por ele: ido mais cedo ao veterinário, feito as vontades dele nos últimos dias, dado mais amor… Tá muito muito difícil. Obrigado.

    • Reply Thayse 24 de julho de 2017 at 7:41 am

      Olá Daniel,
      Primeiramente, sinto muito mesmo pela morte do seu cachorrinho. Essa é uma das piores dores que nós, amantes dos animais, podemos sentir. Mas pode ter certeza que durante esses 14 anos, seu Tobey sabia que era muito amado e que você fez o melhor por ele. Espero do fundo do coração que sua dor passe logo e dê lugar à saudade. Eu te digo uma coisa, você nunca vai esquecer o Tobey, mas vai chegar um dia que você vai lembrar dele sem esse aperto do peito e sem chorar. Fique bem!
      Abraços!

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